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RAMOS RUGAI, Ricardo. "O socialismo como crítica da Economia Política: as questões econômicas na obra de Proudhon (1838-1847)"

quarta-feira 25 de Julho de 2012, por ps

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Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Econômica do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para a obtenção do Doutor em História.

Orientador: Prof. Dr. Osvaldo Luis Angel Coggiola. 2011. 347 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

RESUMO

O objeto da tese é o significado das questões econômicas – da economia, plano econômico da realidade, e da Economia Política, conhecimento econômico - no pensamento de Proudhon entre 1838-1847. Situada no campo da História Intelectual e considerando os textos do autor no período como partes constitutivas de um corpus, a tese tencionou demonstrar o importante papel que o autor atribuiu à economia tanto na preservação quanto na transformação da ordem social e como a Economia Política foi usada, criticada e transformada por ele para efeitos de análise e transformação dessa mesma ordem

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 10

Origem, objetivos, fontes e periodização da tese 16

Exame da bibliografia 22

Proudhon e o anarquismo 29

A emergência do econômico 31

As relações entre economia e Economia Política: uma reflexão metodológica 51

Metodologia 61

Núcleo das fontes e divisão dos capítulos 65


1 AS PRIMEIRAS MEMÓRIAS: DA CRÍTICA DA PROPRIEDADE À CRÍTICA DA ECONOMIA
POLÍTICA (1838-1842) 69

1.1 Proudhon e sua condição operária nas primeiras décadas séc. XIX na França 69

1.2 A concessão da bolsa Suard 79

1.3 A utilidade da celebração do domingo 90

1.4 A preparação da 1ª memória sobre a propriedade 96

1.4.1 Propriedade e progresso 102

1.4.2 A propriedade como Direito Natural 107

1.4.3 A propriedade justificada pelo trabalho 115

1.4.4 O valor-trabalho como critério matemático 117

1.5 Governo e economia 131

1.6 O primeiro esboço para a superação da propriedade e a crítica à “comunidade” 133

1.7 O “socialismo científico” e um novo sentido para “anarquia” 140

1.8 A repercussão da 1ª memória 148

1.9 A 2ª memória sobre a propriedade: cartas entre Proudhon e Blanqui 156

1.10 A 3ª memória sobre a propriedade e o anarquismo em Proudhon 167


2 DA ECONOMIA POLÍTICA NA ORDEM DA HUMANIDADE À ECONOMIA EMPÍRICA
(1843-1845)
174

2.1 A ordem na humanidade 177

2.1.1 Campo, circunscrição e método da Economia Políica em Création 182

2.1.2 Elementos da Economia Política em Création 187

2.1.3 O Estado em função da economia 199

2.2 A resenha de Garnier no Journal des Économistes 201

2.3 Um trabalho em Lyon 204

2.4 O mutualismo lionês e os canuts 207

2.5 O Estado e a questão das ferrovias 217

3 CONTRADIÇÕES SEM SÍNTESE (1846-1847) 228

3.1 Proudhon entre os economistas 228

3.2 Os socialistas da esquerda hegeliana alemã 233

3.3 Proudhon e Guillaumin, editor oficial dos economistas 243

3.4 De Deus à Economia Política: à procura da ordem natural 249

3.5 Crítica e reforma da Economia Política 256

3.6 A necessidade de determinação do valor 262

3.7 Do “erro de conta” ao acerto de contas: as condições para a constituição do valor
267

3.7.1 Divisão do trabalho e máquinas versus manufaturas 272

3.7.2 Concorrência versus monopólio 277

3.7.3 Do valor constituído à questão da propriedade 281

3.7.4 A constituição do valor como programa 284

3.8 Economia Política: de ciência à ideologia 287

3.9 Socialismo e Utopia 291

3.10 Repercussão do livro: Molinari e Marx 295

3.11 O fim de um período 304

CONCLUSÃO 309

REFERÊNCIAS 315

FONTES 315

BIBLIOGRAFIA 324