FERRUA, Pietro.- Entrevista sobre cinema e anarquismo
Article mis en ligne le 30 de Junho de 2012
dernière modification le 26 de Abril de 2015

por r-c.
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"Comecei a escrever sobre cinema em revistas anarquistas italianas com a idade de 20 anos"

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Foi principalmente para falar sobre "Cinema e Anarquismo", que a ANA conversou com Pietro Ferrua, organizador do anual "Festival AnArchists & Film", de Portland (EUA). Ferrua foi um dos fundadores do Centro Internacional de Pesquisas Sobre Anarquismo (CIRA), sediado na Suíça, militou no Brasil entre 1963 e 1969, onde foi preso pela ditadura militar. Em dezembro de 1969 se exilou nos EUA. Autor de obras como "Surrealismo e Anarquismo" e "Os Anarquistas na Revolução Mexicana".

Agência de Notícias Anarquistas > Vamos começar esse bate-papo do jeito de sempre. Como chegou ao anarquismo?

Pietro Ferrua < Por caminhos muito tortos, pois foi durante a Segunda Guerra Mundial e na época do fascismo na Itália. Isto quer dizer que não havia grupos anarquistas, nem nenhum anarquista (declarado ou não) nas imediações. Foi por "acidente". Eu tinha 12 anos e era bibliotecário da Ação Católica. Minha função era de ler TODOS os livros existentes na Igreja para depois aconselhar os outros. Chegou a vez de uma obra cujo título era mais ou menos: "Marxismo, anarquismo, maçonaria inimigos da humanidade". Nunca ouvira falar disso antes. No meu aniversário meu pai me ofereceu o melhor presente que jamais recebi dele: uma grande enciclopédia (que ainda tenho) em três volumes. Nela comecei a olhar as definições. Os livros citados não existiam nas bibliotecas, os autores mencionados eram proibidos. Levou anos antes de eu poder ler alguma coisa do Proudhon, do Bakunin, do Kropotkin.

Quando colaborei com a Resistência disse que eu era anarquista (apesar de ter idéias confusas e aproximativas). Os outros eram comunistas e me diziam que era a mesma coisa. Então decidi ser comunista. Depois de acabar a guerra entrei no partido, onde só fiquei TRÊS MESES, pois a liberdade de imprensa em 1945 permitiu a saída de várias publicações VERDADEIRAMENTE anarquistas, e fui me informando e me formando. Finalmente eu sabia qual era a diferença entre comunismo anarquista ou libertário e comunismo marxista ou autoritário.

ANA > E seu interesse sobre cinema, principalmente essa relação anarquismo e cinema?

Ferrua < Meu interesse pelo cinema foi ainda anterior à minha adesão ao anarquismo. Mais uma vez devo isso, INDIRETAMENTE, a meu pai. Ele trabalhava em Veneza, no cassino de jogo (como croupier) da Ilha do Lido. Deu-se que o "Festival Internacional de Veneza" durante os anos de nossa estadia tomava lugar no Hotel Excelsior (o mesmo que se vê em “Morte em Veneza”, de Visconti) onde funcionava o jogo (o cassino só teve sede própria no fim dos anos 30). No colo ou ao lado da minha mãe e com convite especiais obtidos pelo meu pai, assisti a, creio, três festivais. O maior impacto foi o da “Grande Ilusão”, o filme antimilitarista do Jean Renoir.

Mas comecei a escrever sobre cinema em revistas anarquistas italianas com a idade de 20 anos. Fui ligado a cinema toda minha vida, como animador de cineclubes, crítico, professor, ponta, ator, roteirista, realizador etc. Mas até eu pesquisar o assunto a fundo levou muitos mais anos.
Foi em 1979 que iniciei um trabalho pioneiro nesse campo que, felizmente, deu muitos frutos: festivais especializados, publicações, acompanhamento de teses etc.

ANA > Em 1989 você escreveu um artigo na revista Utopia do Rio de Janeiro que traçava filmes, desde 1913 até 1981, que tinham em maior e menor grau alguma “identidade” com os anarquistas, suas idéias e lutas. Você fez outra pesquisa abarcando o período pós 1981?

Ferrua < Não escrevi esse artigo em 1989. Alguém o traduziu para português de uma das versões existentes (em italiano, francês, japonês, espanhol) baseadas no original inglês de 1980 ou em sua ampliação de 1983. Desde então continuei pesquisando. Numa certa altura tínhamos formado um grupo de quatro pessoas na Suíça (que produziu o folheto “Cinema et Anarchie”) e que tinha grandes ambições. Porém dificuldades geográficas, técnicas, financeiras, não nos permitiram reunir em livro os resultados de nossa pesquisa. Em 2001 comecei a organizar um Festival chamado “Anarchists in Film”, patrocinado pela Cinemateca do Museu de Arte de Portland, que ainda continua. O companheiro Ronald Creagh nos ajudou imensamente no seu site “Recherce Anarchiste” da Universidade de Montpellier, na França, onde podem ser encontrados nossos programas e filmografias.
O nosso festival dura quinze dias e convida a cada ano algum realizador ou especialista. Até agora tivemos o prazer de trazer para Portland Steven Fischler e Joel Sucher, que já em 1980 tinham estreado aqui “Freee Voice of Labor: The Jewish Anarchists” e começado aqui a filmar “Anarchism in America”, Marcela Férnández Violante, realizadora mexicana (com “Cananea”), Melissa Bucklin com seu filme “Emma Goldman: Na Exceedignly Dangerous Woman”, Richard Porton, autor da tese “Film and the Anarchist Imagination”, Marianne Enckell, bibliotecária atual do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Anarquismo (CIRA), na Suíça, que recém publicou no número 60 do seu boletim (primavera 2004), uma filmografia crítica do anarquismo de 48 páginas que vai de 1901 até 2003.

ANA > Quando começou a organizar esses festivais de filmes anarquistas nos EUA? Eles atraem muita gente?

Ferrua < O primeiro da série foi em fevereiro de 1980 quando na minha universidade se reuniu o “I Simpósio Internacional sobre o Anarquismo”. O cinema, naquelas alturas, não era a atividade principal (tinha palestras, concertos, exposições, mesas redondas etc.), mas foi uma parte bem sucedida. Além da equipe nova-iorquina do “Pacific Street Film Collective”, veio também da França o roteirista argentino do filme sobre a Colônia Cecília, Eduardo de Gregório, ele mesmo realizador.

ANA > Fale um pouco do filme “An Exceedingly Dangerous Woman: The Radical Life of Emma Goldman”. Acredito que pouquíssimas pessoas sabem da existência deste filme...

Ferrua < Pela simples razão que nós o tivemos em primeira visão e que ainda não foi lançado comercialmente. É um filme feito profissionalmente. A pesquisa durou 5 anos. Há muitas entrevistas com personalidades de primeiro plano, trechos de outros filmes, material de arquivo, atores competentes.

ANA > Na verdade muitos desses filmes que constam na programação do festival, que eu saiba, nunca passaram aqui. Seria complicado fazer uma edição itinerante deste festival? Por exemplo, trazer para o Brasil?

Ferrua < Complicadíssimo. Por várias razões: 1) direitos de distribuição; 2) ausência de legendas em português; 3) incompatibilidade, no caso que existam em videocassetes, entre o sistema PAL e NTSC. Nem se fale do SECAM. A organização de um festival teria que ser feita A PARTIR DO BRASIL, com recursos locais, distribuidores e produtores locais. Claro que eu ajudaria, como já fiz com o Festival da Austrália de 1986 e todos os outros que surgiram e desapareceram desde 1980.

ANA > Qual o critério que você usa para selecionar os filmes para o festival?

Ferrua < O critério é o conteúdo (o que não significa que eu não esteja interessado em aspectos "formalistas", muito pelo contrario). Histórias baseadas em vidas de militantes ou acontecimento anarquistas, sem nenhum preconceito: anarco-sindicalistas, anarco-comunistas, anarco-católicos, anarco-judeus, anarco-qualquer outra coisa. Incluí também filmes que não mencionam uma só vez a palavra "anarquista", seja por razões de censura, seja por omissão deliberada do diretor ou roteirista. O caso, por exemplo, do filme “Le Voleur” ,de Louis Malle. Apesar de baseado no romance de Georges Darien, um militante francês bem conhecido, que no livro fala muito de nossas idéias, o que desapareceu totalmente do filme. Insisti sobre isso em minha apresentação.

ANA > Você conhece o cineasta paulista Carlo Reichenbach? Sua filmografia tem muitos aspectos libertários e destacam-se “Lilian M.”; “Amor, Palavra Prostituta”; “O Império do Desejo”; “Filme Demência”; “Anjos do Arrabalde”; “Alma Corsária”; “Dois Córregos” e mais recentemente “Garotas do ABC”. Na programação do festival já entrou algum filme brasileiro?

Ferrua < Conheci ele em São Paulo há quase vinte anos. Tenho até uma entrevista gravada com ele que ficou inédita, pois ninguém nunca mostrou interesse em publica-la. Não coloquei, até agora, nenhum filme dele em nosso programa, pois eles não estão em distribuição nos Estados Unidos. Nós precisamos de cópias com subtítulos (nosso público desconhece os idiomas estrangeiros). Antes de qualquer coisa eu preciso vê-los (de preferência em vídeo) para preparar uma síntese de uma página para o pessoal do museu aprovar. Nunca os localizei. Por isso recentemente pedi ao Edson Passetti que encontrasse para mim um correspondente brasileiro que tivesse acesso ou possuísse uma coleção própria de filmes brasileiros, para nós fazermos intercâmbios.

Sim, já projetamos filme brasileiro: 1) “O Sonho não Acabou”, do Khans (que encontrei e entrevistei em São Paulo; 2) “Os Libertários”, do Escorel (com quem me correspondi; 3) “A Cecília”, do Comolli, filme franco-ítalo-brasileiro Tinha outros projetos. Por exemplo, “Anarquistas, Graças a Deus”, conheci a Dona Zélia muito antes que escrevesse o livro. Foi em 1965 no Rio, numa galeria de arte de Ipanema. Ela me tinha sido apresentada pelo Dr. Pedro Borges, talvez baiano de origem, e ela me falou do pai dela, por que o nosso amigo comum mencionara que eu era italiano e anarquista, mas na época vivia na sombra do marido e não mencionou na conversa o projeto de escrever um livro. Mais tarde o Edgar Rodrigues me confirmou que existia um Gattai, italiano e anarquista importante sobre o qual ele também escreveu muito depois.

ANA > Você acredita que o francês Jean Vigo foi o melhor representante libertário no mundo do cinema? Alguns críticos dizem que o filme “Zero de Conduta” é um dos filmes mais anárquicos feitos até hoje.

Ferrua < A importância de Jean Vigo na história do cinema é indiscutível. Na França um dos prêmios mais prestigiosos é justamente o “Prix Jean Vigo”. O realizador, filho de anarquistas, ficou órfão muito jovem e foi criado e rodeado por anarquistas. Em vez de ilustrar episódios de história anarquista ele escolheu colocar os valores anarquistas por trás das personagens. Creio que o melhor livro sobre o Vigo, e que trata de seu anarquismo, foi justamente obra de um autor brasileiro: Paulo Emílio Salles Gomes. Parece-me que foi escrito diretamente em francês e saiu há uns cinqüenta anos.

ANA > O curioso é que ele ainda é muito desconhecido no “universo anarquista”.

Ferrua < Isso não é exato, pois além da monografia já indicada, é sempre citado. O primeiro folheto sobre as relações entre cinema e anarquismo saiu em Londres em 1967. Menciona só quatro autores, e um deles é justamente o Jean Vigo. O maior conhecedor das relações entre anarquismo e cinema na Itália, Pino Bertelli, escreveu também muito sobre o Vigo.

ANA > Qual é o seu filme anárquico mais favorito e por quê?

Ferrua < Não me atrevo a escolher, pois são muitos e tão diferentes entre si.

ANA > Mas se atreve a dizer uma cena que tenha te marcado? A batalha de travesseiros de “Zero em Conduta” é interessante, não? (risos)

Ferrua < E a cena no telhado, também.

ANA > Você tem uma leitura sobre essa coisa dos “grandes cineastas” ainda serem ignorantes às histórias anarquistas, deste ser um tema maldito no cinema?

Ferrua < Não concordo, pois os maiores fizeram pelo menos um filme sobre o assunto: Anghelopoulos, Antonioni, Arrabal, Bolognini, Chabrol, Cocteau, Comolli, Cuerda, Gatti, Griffith, Holland, Loach, Malle, Méliès, Montaldo, Olivera, Soderbergh, os irmãos Taviani, e outros. Surgem porem problemas: 1) o assunto não sendo comercial não atrai o grande público e, por conseqüência, dificulta a produção; 2) e, sejamos sinceros, devido ao desconhecimento do assunto algumas dessas obras não são de grande qualidade.

ANA > Em que sentido você diz que essas “obras não são de grande qualidade”?

Ferrua < No sentido de que desrespeitam a história ou a psicologia anarquista do personagem.

ANA > Recentemente o americano Morgan Spurlock, autor de “Super Size Me”, esteve no Brasil, e numa entrevista ele disse que “o cinema de documentário é um dos últimos bastiões da liberdade de expressão no mundo atual, pois não há o controle corporativo que te põe no filtro midiático deles. Você pode expressar exatamente o que quer, esclarecer seu ponto de vista sem que ninguém venha te cortar, ou te dizer “você não pode falar isso”.” Como você vê essa questão, e essa tendência atual nos EUA de filmes mais políticos, engajados... que alguns chamam de “cinejornalismo”, feitos principalmente por Michael Moore, Errol Morris...

Ferrua < É uma tendência positiva que, porém tem um mercado limitado e especializado. Gostei do filme do Michael Moore sobre Bush, porém, ele não vai bastante longe. Ainda não percebeu que o Kerry persegue a mesma política: a) representa os mesmos meios capitalistas; b) aceitou e votou em favor de uma guerra, condenada LEGALMENTE pelas Nações Unidas e moralmente pelos maiores sábios do mundo, incluindo o próprio Papa. O primeiro cuidado do Kerry quando se deu conta de que havia perdido a eleição (contra toda lógica e esperança) foi declarar: AGORA TEMOS QUE FICAR UNIDOS E GANHAR A GUERRA... Só depois de uma breve pausa acrescentou CONTRA O TERRORISMO (utilizando, aliás, os mesmos argumentos que o Bush). Desconfio muito da política do Kerry, que se afasta só algum milímetro da do Bush. Os verdadeiros progressistas teriam sido o Kucinich ou o Nader, mas eles não tiveram nem vão ter (nos próximos vinte anos) nenhuma chance. Os Estados Unidos politicamente (e socialmente, e em outro
campos também) ainda estão na Idade Média e não conheceram ainda a Renascença.

ANA > Pouca gente sabe, mas o Sindicato Único de Espetáculo da CNT produziu quase 100 filmes, entre curtas e longas metragens, durante a Revolução Espanhola, e de vários tipos, desde humor a ficção cientifica. E alguns destes filmes, acredito que pela primeira vez, estão saindo da Espanha. A partir do dia 16 de novembro alguns destes filmes estarão sendo exibidos em Buenos Aires, num festival de “cine anarquista”, organizado pelo Complexo Teatral de Buenos Aires e a Fundação Cinemateca Argentina. Enfim, em que aspectos você acha que a exibição destes filmes, destes festivais libertários incrementam o “universo anarquista”, e não só ele, é claro.

Ferrua < Desde há muitos anos se conhece a existência desses filmes. Li muito sobre eles, porém vi pouquíssimos deles, pois a CNT sempre se negou a emprestá-los, apesar de estarem informados de minhas pesquisas, de minhas publicações, do site especializado de Montpellier, de eu ter sido o fundador do CIRA.

ANA > Faça um comentário sobre essa frase: “o cinema não tem nenhuma influência política, ainda que deseje isso muitas vezes”. Ela foi dita por um historiador francês que utiliza o cinema como objeto de estudo, e num contexto que ele falava do filme “Fahrenheit 11 de Setembro”, “O Pequeno Grande Homem”...

Ferrua < Os anarquistas foram provavelmente os primeiros a utilizar o cinema como veículo político. Já em 1912/1913 fundaram uma cooperativa de produção cinematográfica na França. Nos anos vinte os soviéticos tentaram pregar a revolução através do cinema. Nos anos trinta foram os nazistas na Alemanha a servir-se do cinema politicamente. Acho que alguma influência todos tiveram. A influência, porém, pode ser boa como pode ser ruim. Pode ser em nosso favor ou contra.

ANA > Esse historiador francês ainda disse uma coisa interessante, ele falou que “a história feita pelo cinema toma cada vez mais o lugar daquela feita pelos livros”. E que é preciso que os historiadores façam mais filmes e não apenas livros. O que acha?

Ferrua < Vivi uma experiência desse tipo num programa financiado pelo “Oregon Committee For The Humanities”. Graças a uma série de filmes baseados em romances, conseguimos convencer o público composto de México-americanos a ler os livros sobre os quais os filmes estavam baseados. Assim criou-se uma biblioteca e começou, ou se difundiu o hábito de ler, em comunidades longínquas onde ainda há algum tempo de sobra para ler.

ANA > Hoje quais suas referências cinematográficas? Destacaria algum diretor com um “certo espírito anárquico”?

Ferrua < Vários, entre os quais Armand Gatti e Jean-Louis Comolli, na França, John Sayles, nos Estados Unidos.

ANA > Judith Malina continua trabalhando como atriz de cinema? Aliás, que fim levou o grupo “Living Theatre”?

Ferrua < Sim, ela atuou num filme que acabou de sair, “Resist: To Be With The Living” (2004) que esperamos incluir em nosso programa de maio 2005. O grupo existe e é ainda muito ativo na Itália, ao que parece.

ANA > A seu ver qual seria “a grande história” anarquista que deveria ser levada ao cinema?

Ferrua < Há muitas que eu gostaria de ver realizadas.

ANA > E você acha que o melhor livro que aborda cinema e anarquia, trata-se da obra do americano Richard Porton, “Cinema e Anarquismo: a utopia anarquista em imagens”?

Ferrua < Não somente é o melhor, porém é o único, em inglês. O Bertelli escreve em italiano e, que eu saiba, não foi traduzido. Eu, até agora, só publiquei folhetos.

ANA > Você ainda pretende transformar em livro sua pesquisa sobre "cinema e anarquia"?

Ferrua < Sobrando tempo e saúde na minha vida e apresentando-se a oportunidade: porque não!

ANA > Obrigado pela paciência! Mais alguma consideração final que queira fazer sobre cinema, ou o que for?

Ferrua < Seria interessante fundar uma distribuidora dos "filmes de interesse anarquista" que, como vimos, não circulam bem. Colecionar os filmes em algum lugar, colocar sub-títulos em vários idiomas, escrever sobre eles, divulgá-los, instituir prêmios ou bolsas para encorajar os que gostariam de tratar do assunto...

Pietro Ferrua


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